quinta-feira, 7 de junho de 2012

Beijo.

Estávamos andando calmamente na rua, completamente distraídos. Pelo menos eu estava. Enquanto me concentrava em meus pequenos passos e inibida de qualquer pensamento, sou pega de surpresa. Ele me puxa, sem fazer força alguma. Como se eu fosse tão leve, que o vento poderia me derrubar sem muito esforço. Minha cabeça rodou por um momento, sem entender o que acontecia. E de repente me deparo com seu rosto, colado ao meu.
Ele penetrou seus olhos castanhos nos meus. Estava me hipnotizando com uma doçura inacreditável. Eu não sabia se o contemplava ou me concentrava na situação. Aquela estranha perfeição colocou as mãos em meu rosto, enquanto fitava meus lábios. Seus olhos mudaram de expressão. Ele estava desejando. Desejando meu beijo. Mas... Por que o meu? Não quis saber. Aquela era uma das oportunidades que sempre esperei.
Segurei delicadamente seu pescoço, enquanto ele deslizava suas mãos até minha cintura. Meu coração disparou, e pude sentir o dele fazendo o mesmo. Suas mãos me aproximaram de seu corpo, quente. Então seus lábios, sem medo, encostaram nos meus. A partir daí um instinto selvagem dominou nosso ser. Eu simplesmente continuei a beijá-lo, e ele, com mais intensidade.
Naquele tumulto na rua, com pessoas passando, conversando. Um completo caos. Por uns minutos tudo se calou. Tudo que importava naquele momento, eram as batidas de nossos corações. Era um beijo doce e intenso ao mesmo tempo. Uma explosão de sentidos e sentimentos. E foi assim que percebi que não poderia mais continuar com ele.
Era um erro. Um erro bom.